Bom-dia, meninas!! Como estão?
Acho que algumas de vocês eu vi ontem no encontro Lésbicas: escritoras brasileiras, que aconteceu na Livraria Cultura, no conjunto Nacional da av. Paulista, ontem (sáb.) às 16h.
Pôxa... foi muito legal, viu?! Muita gente, faltou lugar e senti que se ficássemos noite à fora o assunto renderia bastante.
Tenho uma preocupação sincera em ver, um dia, a literatura lésbica ser tratada como literatura séria, de qualidade, assim como a literatura feminina, a literatura negra, enfim, uma literatura específica que mostra de maneira séria suas especificidades.
Eu percebo, sinceramente, que estamos engatinhando em direção a esse objetivo, mas é o começo, tendo como ponto de partida eventos como o que tivemos.
Fazer o bate-papo lá na Livraria Cultura foi o máximo porque é um lugar de cultura, de pessoas inteligentes, cultas e, mas que isso, críticas, capazes de reconhecerem o que é bom e ruim para elas. Foi um prazer tentar passar um pouquinho o que fiz e o que pretendo fazer em termos de LITERATURA. Sei que tenho muito que aprender, mas o meu objetivo é tratar a literatura como ela deve ser: tem que ser trabalhada, estudada, sentida, antes de ser colocada no papel.
Um abraço enorme a todas as que compareceram e me receberam com um carinho tão imenso que não consigo colocar em palavras. Eu sinto o carinho e tentei transmiti-lo também.
Às pessoas que estão me lendo aqui, vai a boa nova: uma literatura lésbica está surgindo e espero que todas nós mostremos nossa vontade de consumir essa literatura e lê-la com olhos críticos pra que ela sempre melhore.
Um beijo grande e a gente se vê.
Mari Cortez.

